POSICIONAMENTO DA SOLIDARIEDADE MOÇAMBIQUE FACE A REPETIÇÃO DAS ELEIÇÕES NO MUNICÍPIO DE MARROMEU

 

 

Em virtude da realização da segunda volta das eleições em oito mesas de duas Assembleias de voto da vila municipal de Marromeu, província de Sofala, mercê a decisão do Conselho Constitucional, A Solidariedade Moçambique, uma organização da Sociedade Civil com sede na cidade de Nampula, destacou Sete dos seus observadores para esta circunscrição geográfica, a luz da do acordão 27/CC/2018.

Do trabalho realizado no terreno conclui que o processo de votação referente a repetição  das eleições em Marromeu, não foi livre, transparente muito menos justa, devido a inúmeras irregularidades registadas:

  1. Os Jornalistas e Observadores em algum momento foram limitados de exercer o seu trabalho, não tendo acesso ao interior das mesas de votação, a título de exemplo foi a expulsão de Dois observadores que estavam posicionados na escola primária completa Samora Machel, que foram escorraçados e escoltados por agente da PRM;
  2. Agressão física do jornalista da STV por um suposto membro da PRM à paisana;
  • Recolha sucessiva de telemóveis por parte do STAE, como forma de impedir o registo e partilha de informação, caso concreto da recolha de telemóveis do observador Salvador Mulumbua, pelo director do STAE distrital de Marromeu, e da observadora Saidata Saide, no acto de contagem de votos, na EPC Samora Machel, assim como da tentativa frustrada de recolha do telemóvel do jornalista António Zefanias, do Diário da Zambézia;
  1. Ameaça de detenção dos observadores eleitorais da Solidariedade Moçambique, pelo director do distrital do STAE de Marromeu;
  2. Registo de cinco casos referente a dupla votação;
  3. Tentativa frustrada de votação de eleitores inscritos/recenseados no Município de Inhaminga;
  • Paralisação por duas horas, do processo de contagem de votos alegadamente para dar lugar ao jantar dos membros de mesa de votação (MMVs);
  • Paralisação do apuramento alegadamente por falta de giz, isto na EP 25 de Junho;
  1. Não disponibilização e fixação dos editais aos observadores, jornalistas e delegados de lista dos partidos concorrentes;
  2. Resultados estranhos na Assembleia de voto 07127-03, localizada na EPC 25 de Junho, onde segundo o edital, dos oitocentos eleitores inscritos, todos votaram. Segundo o edital, os votos na urna foram 811.
  3. Afectação do actual presidente de Assembleia Municipal de Marromeu como presidente de Assembleia de voto na EPC Samora Machel 07130-02, facto que criou inquietação; que culminou com a sua substituição.

 

Não obstante a estas irregularidades, temos a destacar o cumprimento do horário no acto de abertura e encerramento das Assembleia de voto;

Comportamento de civismo pelos eleitores, que após a votação foram aguardando pelos resultados nas suas residências.